
Metamorfoses
5 formatosUS$ 8.000 – 44.000
Bronze, Ferro, Alumínio Aeronáutico e Cobre — em cinco formatos, de 22 cm³ a 1m33cm.
Catálogo da obra · MMXXVI
Trinta e três obras de arte únicas em bronze maciço, alumínio aeronáutico, ferro maciço e cobre maciço, nos formatos 22cm³, 33cm³, 44cm³, 88cm³ e 1m33cm³ — onde a matéria aprende o gesto da mão que a esculpiu.

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A obra de Roberto Claussen habita o ponto exato onde o bronze, o alumínio, o ferro e o cobre deixam de ser metal e passam a ter gesto. Formas orgânicas que parecem lembrar o mar, o corpo, a semente e a mente do artista — e que, no entanto, não representam nada além de sua própria tensão entre a luz e a sombra. Cada peça é única, com originalidade e conceito, fundida à cera perdida, patinada ou polida à mão até que a matéria aprenda a respirar. Este catálogo reúne trinta e três dessas respirações, ordenadas não por números, mas por cada elemento que o próprio admirador pode escolher: bronze, alumínio, ferro e cobre.
Alumínio Aeronáutico — o metal não reflete: respira luz.

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A matéria sabe brilhar dentro do escuro.
Lâm. 13 · Estalactites e Estalagmites II · Bronze

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O bronze lembra o gesto da mão que o moldou

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A parede também pode ser uma partitura, pois as obras de Claussen tem sonoridade.

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A mesma peça aprende outra voz a cada metal.

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Toda peça nasce em cera. O modelo se veste de um molde refratário, o metal é vertido em amalgama e a cera se perde para sempre, por isso que cada fundição é única.
Depois chega a mão. A pátina é aplicada ao fogo, camada sobre camada, até encontrar o tom exato do bronze; o alumínio aeronáutico é levado ao polimento espelhado; o cobre sofre o mesmo processo que o bronze e o ferro tem a textura da nobreza de uma espada forjada. E tudo se assenta sobre granito preto absoluto e os objetos de parede tem cada parede como base plena.

Existem artistas que esculpem a matéria, Roberto Claussen molda a forma e se torna o que está moldando. Ele diz que quando esculpe, o mundo fica em silêncio, pois só as esculturas cantam.
Escultor brasileiro autodidata, percorreu mais de uma centena de países levando consigo um olhar inquieto e uma certeza: nada está verdadeiramente perdido quando a Arte é capaz de revelar uma nova existência. Aquilo que muitos chamam de descarte, Claussen reconhece como matéria-prima da criação. Árvores tombadas, madeiras esquecidas, metais abandonados, fragmentos recolhidos de rios, florestas e oceanos transformam-se em esculturas que devolvem beleza, significado e permanência ao que parecia destinado ao esquecimento.
Conhecido como “O Escultor dos Sete Mares”, eternizou sua relação com os oceanos na série Amar o Mar. Desde a ECO-92, tornou-se também um dos pioneiros da Arte Sustentável, fazendo do reaproveitamento de materiais um gesto artístico, ambiental e, sobretudo, humano. Cada obra nasce como um ato de resgate — da matéria, da natureza e da consciência. Nascido nas águas de Niterói-RJ e criado entre as montanhas de Petrópolis, encontrou em Brasília a amplidão do horizonte e, em São Paulo, o ponto de partida para conquistar o mundo. Depois de atravessar continentes e culturas, afirma viver apenas o início de sua verdadeira jornada artística. Para Claussen, criar é recomeçar diariamente.
Sua obra desafia classificações. Esculturas brotam do chão como raízes, descem pelas paredes como cachoeiras e pendem dos tetos como formações milenares da natureza. Entre o figurativo e o abstrato, entre o clássico e o contemporâneo, desenvolveu uma linguagem própria, em que o bronze convive com a madeira, o aço, o cobre, o ferro, o alumínio e toda matéria capaz de renascer pelas mãos do artista, que mistura o simples e o sofisticado.
Mais do que escultor, Claussen é um guardião da natureza. Desde a infância planta árvores, hoje também planta ideias e semeia esculturas. Em suas palestras, repete uma convicção que norteia toda a sua trajetória: a arte e a cultura não apenas transformam pessoas; podem transformar e ajudar a salvar o mundo. Ao pintar grandes painéis com as mãos, busca manter o contato imediato com a energia da criação. Para ele, as mãos guardam uma memória que nenhum instrumento consegue traduzir por completo. São elas que estabelecem o diálogo entre o ser humano e a matéria, entre a imaginação e a obra, com isso Claussen passa do figurativo ao abstrato com muita facilidade, criando na tridimensão o que a bidimensão não consegue expressar.
A arquitetura tornou-se outra de suas grandes escolas. Em Oscar Niemeyer encontrou um mestre que lhe ensinou que a vida vale mais do que o reconhecimento. Em Claudia Therezinha Costa descobriu novos caminhos para compreender a beleza, a estética do belo, o urbanismo, a poesia e o pensamento artístico e o principal: toda obra deve ter conceito. Desses encontros nasceram ideias, escritos, esboços e a certeza de que criar é, antes de tudo, um compromisso com a existência, onde Claussen traduz, através dos conhecimento adquiridos, moldando terra, água, fogo, ar com amor.
Ao longo da vida, também compartilhou aprendizados com grandes nomes da arte brasileira, entre eles Maria Guilhermina, João Carlos Goldberg, Bruno Giorgi, Athos Bulcão, Aleijadinho, Rodin, Belline, Leonardo Da Vinci, Roberto Burle Marx e outros gênios da escultura. Mestres que alimentaram sua sensibilidade sem jamais alterar sua essência autodidata com as mãos dadas a humildade. Hoje, Roberto Claussen continua a percorrer o mesmo caminho iniciado na infância: plantar árvores, resgatar a matéria esquecida, criar esculturas e inspirar pessoas. Porque acredita que ainda faltam incontáveis árvores para serem plantadas, inúmeros espaços para serem ocupados pela arte e infinitas oportunidades para que o ser humano reaprenda a contemplar a beleza.
Sua obra não busca apenas ocupar espaços.
Busca despertar consciências.
E lembrar que o maior material de construção do Universo continua sendo o amor.
